
sexta-feira, 7 de maio de 2010
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Os Alunos se Apresentam à Blogsfera Fazendo Uso do Illustrator
(por Tatiana Bianconcini, professora da competência de Adobe Illustrator, Módulo de Criação)
"Quando a professora Danuza Polistchuk me propôs ministrar o curso de Adobe Illustrator aos alunos do curso de Técnico em Publicidade do Senac Santana, conversamos sobre vários pontos, entre eles, minha declarada preferência pelo uso do Corel Draw para as mesmas finalidades específicas. Entretanto, acredito que conhecer essa importante ferramenta para criação de layouts e ilustrações digitais é algo imprescindível para todos aqueles que desejam ingressar no mercado de publicidade, nas mais variadas áreas de atuação, fazendo uso pessoalmente da ferramenta, ou não.
A similaridade entre os dois programas mais usados para criação de desenhos vetoriais é maior do que as diferenças, portanto, acredito que, conhecendo um deles, o futuro profissional estará apto não só a, posteriormente, aventurar-se de forma independente a conhecer também o outro, como a fazer suas próprias escolhas e adquirir as próprias preferências livremente.
Entre os pontos que achei importante destacar, desde o início, que contam a favor do uso do Illustrator em relação ao seu maior concorrente, está o fato de que os arquivos criados no programa não necessitam passar por nenhum tipo de processo de exportação para serem finalizados como bitmaps no Photoshop. Isso faz do formato dos arquivos do Illustrator um dos principais pontos de convergência entre as imagens vetoriais e de varredura, ou bitmaps.
Outro ponto a favor do Illustrator é que, por uma contingência histórica, da recente época em que os programas da Adobe eram lançados em primeira mão em versões para Mac, seu uso acabou se tornando mais comum que o do Corel, dentro das agências de publicidade que trabalham apenas com computadores da plataforma Apple. Essa é uma questão de preferência, presente em importantes segmentos do mercado publicitário, que se firmou quase por uma tradição, mas que não pode jamais ser deixada de lado.
Quem São Esses Alunos?
Logo na primeira, das cinco aulas de 4hs que tivemos, senti necessidade de conhecer melhor quem eram as pessoas por trás daqueles rostinhos e dos nomes na lista de chamada. Assim, propus que todos se apresentassem, concisamente a mim diante da classe, contando quem eram, o que faziam, por que estavam cursando publicidade e, principalmente, como imaginavam atuar nessa área, antes e, agora, após terem conhecido mais a fundo as diversas possibilidades de atuação.
A diversidade das respostas, tanto no sentido de histórias pregressas, quanto no sentido de expectativas, foi muito grande. Mas, em geral, me encantei com o entusiasmo que sentiram ao colocarem a si próprios no foco das atenções. Afinal, ali estavam há bastante tempo aprendendo muitas coisas novas e interessantes, mas não tinham, até então, se interessado em aprender mais sobre si mesmos e sobre todos os colegas que os cercavam nessa trajetória.
Foi assim que, ao preparar o exercício que eles desenvolveriam em classe a partir da segunda aula, com objetivo de conhecer as ferramentas básicas do desenho vetorial no Illustrator, diagramação de textos e posicionamento de imagens bitmap dentro do layout, quis que esse exercício tivesse ainda um outro objetivo importante: permitir a esses alunos que focassem ainda mais suas atenções sobre si mesmos e sobre seus colegas.
O exercício propunha que cada um deles se auto-retratasse, num desenho simples, criado a partir de figuras geométricas para formar rosto, boca e olhos e formas desenhadas à mão livre para criar cabelos, pescoço e ombros. Esse “avatar” que criariam de si próprios seria depois inserido em uma moldura nas proporções de uma foto 3x4 e eles criariam uma “carteirinha de identidade” para se apresentarem informalmente como profissionais em formação.
Dessa forma, eles puderam não apenas exercitarem-se no uso básico do software, como também trabalhar sob uma direção de arte específica, independentemente de preferências ou talentos pessoais. Determinamos que seriam utilizadas apenas cores chapadas e não seriam usados contornos em nenhuma das ilustrações e que, portanto, soluções de desenho que seriam resolvidas por traços teriam que ser negociadas por mim com eles para que ninguém escapasse muito ao estilo de ilustração proposto.
Outra experiência que considerei importante é que, para escolhermos qual seria o padrão dessa “carteirinha de identidade”, todos os que se sentissem inspirados criariam propostas de layout, que foram colocadas em votação aberta para aprovação da classe. Assim, acredito, eles puderam também experienciar algo muito corriqueiro na vida diária de designers e criadores: compreender que tudo o que criarem, por mais que os satisfaça, estará sempre sujeito à aprovação, primeiro de um diretor de arte, depois de um cliente. E encarar isso com naturalidade é algo de extrema importância para que vejam uma possível não aprovação de uma excelente arte como algo normal, que acontecerá muitas vezes durante suas vidas profissionais futuras.
A Criação de um Painel Coletivo
A segunda peça produzida a partir do mesmo exercício visa, ainda mais, a compreensão da importância de cada um como membro de uma equipe, que trabalhou unida por um objetivo comum e sob uma mesma direção de arte. Além disso, espero poder imprimir esse painel para eles em alta resolução, para que compreendam, na prática, a maravilha que é trabalhar com imagens vetoriais, que permitem “saídas” no tamanho que eles desejarem!"
Tatiana Bianconcini é formada em Comunicação Social e atua desde 1995 como designer, em mídias digitais e tradicionais. Considera que ensinar jovens ávidos por aprender foi uma nova e estimulante atividade. Espera que eles se tornem profissionais de destaque e plenamente satisfeitos, em tudo o que escolherem e tiverem oportunidade de realizar, ao longo de suas vidas e trajetórias futuras.
"Quando a professora Danuza Polistchuk me propôs ministrar o curso de Adobe Illustrator aos alunos do curso de Técnico em Publicidade do Senac Santana, conversamos sobre vários pontos, entre eles, minha declarada preferência pelo uso do Corel Draw para as mesmas finalidades específicas. Entretanto, acredito que conhecer essa importante ferramenta para criação de layouts e ilustrações digitais é algo imprescindível para todos aqueles que desejam ingressar no mercado de publicidade, nas mais variadas áreas de atuação, fazendo uso pessoalmente da ferramenta, ou não.
A similaridade entre os dois programas mais usados para criação de desenhos vetoriais é maior do que as diferenças, portanto, acredito que, conhecendo um deles, o futuro profissional estará apto não só a, posteriormente, aventurar-se de forma independente a conhecer também o outro, como a fazer suas próprias escolhas e adquirir as próprias preferências livremente.
Entre os pontos que achei importante destacar, desde o início, que contam a favor do uso do Illustrator em relação ao seu maior concorrente, está o fato de que os arquivos criados no programa não necessitam passar por nenhum tipo de processo de exportação para serem finalizados como bitmaps no Photoshop. Isso faz do formato dos arquivos do Illustrator um dos principais pontos de convergência entre as imagens vetoriais e de varredura, ou bitmaps.
Outro ponto a favor do Illustrator é que, por uma contingência histórica, da recente época em que os programas da Adobe eram lançados em primeira mão em versões para Mac, seu uso acabou se tornando mais comum que o do Corel, dentro das agências de publicidade que trabalham apenas com computadores da plataforma Apple. Essa é uma questão de preferência, presente em importantes segmentos do mercado publicitário, que se firmou quase por uma tradição, mas que não pode jamais ser deixada de lado.
Quem São Esses Alunos?
Logo na primeira, das cinco aulas de 4hs que tivemos, senti necessidade de conhecer melhor quem eram as pessoas por trás daqueles rostinhos e dos nomes na lista de chamada. Assim, propus que todos se apresentassem, concisamente a mim diante da classe, contando quem eram, o que faziam, por que estavam cursando publicidade e, principalmente, como imaginavam atuar nessa área, antes e, agora, após terem conhecido mais a fundo as diversas possibilidades de atuação.
A diversidade das respostas, tanto no sentido de histórias pregressas, quanto no sentido de expectativas, foi muito grande. Mas, em geral, me encantei com o entusiasmo que sentiram ao colocarem a si próprios no foco das atenções. Afinal, ali estavam há bastante tempo aprendendo muitas coisas novas e interessantes, mas não tinham, até então, se interessado em aprender mais sobre si mesmos e sobre todos os colegas que os cercavam nessa trajetória.
Foi assim que, ao preparar o exercício que eles desenvolveriam em classe a partir da segunda aula, com objetivo de conhecer as ferramentas básicas do desenho vetorial no Illustrator, diagramação de textos e posicionamento de imagens bitmap dentro do layout, quis que esse exercício tivesse ainda um outro objetivo importante: permitir a esses alunos que focassem ainda mais suas atenções sobre si mesmos e sobre seus colegas.
O exercício propunha que cada um deles se auto-retratasse, num desenho simples, criado a partir de figuras geométricas para formar rosto, boca e olhos e formas desenhadas à mão livre para criar cabelos, pescoço e ombros. Esse “avatar” que criariam de si próprios seria depois inserido em uma moldura nas proporções de uma foto 3x4 e eles criariam uma “carteirinha de identidade” para se apresentarem informalmente como profissionais em formação.
Dessa forma, eles puderam não apenas exercitarem-se no uso básico do software, como também trabalhar sob uma direção de arte específica, independentemente de preferências ou talentos pessoais. Determinamos que seriam utilizadas apenas cores chapadas e não seriam usados contornos em nenhuma das ilustrações e que, portanto, soluções de desenho que seriam resolvidas por traços teriam que ser negociadas por mim com eles para que ninguém escapasse muito ao estilo de ilustração proposto.
Outra experiência que considerei importante é que, para escolhermos qual seria o padrão dessa “carteirinha de identidade”, todos os que se sentissem inspirados criariam propostas de layout, que foram colocadas em votação aberta para aprovação da classe. Assim, acredito, eles puderam também experienciar algo muito corriqueiro na vida diária de designers e criadores: compreender que tudo o que criarem, por mais que os satisfaça, estará sempre sujeito à aprovação, primeiro de um diretor de arte, depois de um cliente. E encarar isso com naturalidade é algo de extrema importância para que vejam uma possível não aprovação de uma excelente arte como algo normal, que acontecerá muitas vezes durante suas vidas profissionais futuras.
A Criação de um Painel Coletivo
A segunda peça produzida a partir do mesmo exercício visa, ainda mais, a compreensão da importância de cada um como membro de uma equipe, que trabalhou unida por um objetivo comum e sob uma mesma direção de arte. Além disso, espero poder imprimir esse painel para eles em alta resolução, para que compreendam, na prática, a maravilha que é trabalhar com imagens vetoriais, que permitem “saídas” no tamanho que eles desejarem!"
Tatiana Bianconcini é formada em Comunicação Social e atua desde 1995 como designer, em mídias digitais e tradicionais. Considera que ensinar jovens ávidos por aprender foi uma nova e estimulante atividade. Espera que eles se tornem profissionais de destaque e plenamente satisfeitos, em tudo o que escolherem e tiverem oportunidade de realizar, ao longo de suas vidas e trajetórias futuras.
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